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segunda-feira, maio 17, 2021

Tadeu de Souza morre de infarto em Parintins

A vida prega várias peças. A cortina abre-se, você está no palco. Durante a apresentação surge os imprevistos, você dá jeito de executar, sem que a plateia perceba. Fecha-se a cortina. Vem o reconhecimento, os aplausos, os gritos, os fãs. Meu colega radialista e jornalista Tadeu Noronha de Souza, o Tadeu de Souza, morreu nesta manhã de terça-feira, dia 06 de agosto de 2019. O âncora do Programa “Agora Parintins”, do SBT Parintins há mais de 8 anos, partiu. Faleceu no leito do Hospital Regional Jofre Cohen. Um problema cardíaco na Válvula mitral o tirava o sono há mais de dois anos. Sobreviveu a duas paradas cardíacas.

Pêsames a esposa Jossineias Farias e as filhas Alíria e Nilza Rita e a neta Malu.

A cidade de Parintins parou e ficou calada. Sabem todos os telespectadores e ouvintes que o ” o moreno, filho da Bahia, pávulo, Garantido e Flamenguista”, não vai entrar e mandar os “alores” e abraços. Tadeu era de Belém do Pará e começou a fazer história na comunicação na década de 70. Atualmente era imbatível na TV local de Parintins.

Tadeu caminhou na linha tênue do jornalismo. Entre o bem e o mal. Cena inesquecível foi quando invadiram a Rádio Alvorada e o espancaram em 1998. Um dos agressores, o ex-prefeito Alexandre da Carbrás, anos depois pediu desculpas e perdão. Tadeu com uma sapiência  diferenciada o perdoou. Tinha dessas coisas. Também fez oposição ferrenha ao prefeito Bi Garcia e ao ex-prefeito Enéas Gonçalves. Mas no campo pessoal sempre teve muito apreço aos dois.

Após saída conturbada da Rádio Alvorada nos anos 2000, Tadeu foi diretor da Rádio Clube AM. De forma surpreendente quando saiu da Rádio Clube AM, se reinventou na TV SBT. De onde ninguém o superava. Todos sem dúvida adoravam o programa. Menos, é claro, os ladrões, bandidos, traficantes e assassinos. A quem Tadeu não tinha “pena”. Quando eu era operador de Rádio fui o produtor e sonoplasta dele no “Grande Vesperal” e depois “Ciranda da Cidade”. Depois no Jornal Impresso Em Tempo Parintins, tive a oportunidade de começar a escrever para Jornal Impresso. Aquela equipe era incrível. E ultimamente no Bate-papo de Política no SBT na TV.

Escrever de um colega que conheci pessoalmente em maio  de 1997 é difícil.  Ninguém é perfeito na Terra. Vai prevalecer os feitos bons. Esses exemplos para todos. Nosso último encontro foi no sábado, 24 de Julho. Naquele café regional de sábado oferecido por Tadeu e do Jossineias. Dia 25 ainda combinamos tomar umas cervejas. Ele não. Só iria ser o nosso anfitrião. Não pôde devido a outros compromissos. Então, melhor guardar aquela manhã estonteante de boa. Você que tinha 58 ou 54 que as gargalhas nunca admitia mesmo.

Caracas Tadeu de Souza, não consigo, por agora mais escrever nada. Apenas lamentar. Me desculpem leitores. Até logo meu colega.

 

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