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quarta-feira, junho 23, 2021

Rio ganha hoje hospital especializado para tratamento e pesquisa de síndrome pós-Covid-19

Erguido há quase um século para ser um colégio, o prédio onde funcionava a Escola Municipal República Argentina, em Vila Isabel, Zona Norte do Rio, começa a abrigar a partir de hoje um outro tipo de aprendizado. Passará a funcionar no prédio de 1922, ainda em reforma, o Centro Multidisciplinar para Tratamento Pós-Covid-19 do Hospital Universitário Pedro Ernesto (Hupe), da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj).

O centro terá dimensão nacional e fará atendimento no SUS, via Central de Regulação, além de pesquisa básica e clínica a respeito de temas como impacto das vacinas, os componentes genéticos que tornam algumas pessoas mais vulneráveis ao coronavírus Sars-CoV-2 e fatores que levam à síndrome pós-Covid-19. Com o surgimento de sequelas pós-Covid, o SUS tem sido pressionado na demanda por tratamento — no Rio, a fila por algumas especialidades dobrou de janeiro a abril.

— Pense que só 20% dos infectados pelo coronavírus adoecem com algum grau de gravidade. Por que essas pessoas? Existem comorbidades, mas há fatores genéticos e de resposta do sistema imunológico que certamente fazem diferença de vida e morte. Temos analisado a resposta celular de sobreviventes e de vítimas da chamada síndrome pós-Covid-19 em busca de respostas — afirma Luis Cristóvão Porto, coordenador do Laboratório de Histocompatibilidade e Criopreservação do Hupe.

Entre as pesquisas em andamento, está o sequenciamento genético de amostras de pacientes em busca de alterações associadas à vulnerabilidade.

Porto e seus colegas se preparam para ampliar o estudo e o atendimento ao que a infectologista Anna Caryna Cabral, chefe da Unidade de Doenças Infecciosas Parasitárias do Hupe, chama de “epidemia invisível”. A Organização Mundial de Saúde (OMS) estima que 10% de todas as pessoas que tiveram Covid-19 desenvolvam a síndrome pós-Covid-19. No Brasil de hoje, esse número ultrapassa 1,6 milhão de pessoas. São indivíduos acometidos por uma diversidade de sintomas tão grande — mais de 50 já foram observados e a lista só cresce — que seus casos parecem isolados.

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