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sábado, junho 19, 2021

Retomada do depoimento de Pazuello na CPI da Covid tem bate-boca e foco na crise do AM

O segundo dia do depoimento do ex-ministro Eduardo Pazuello à CPI da Covid do Senado transcorre com bate-bocas entre parlamentares e análise centrada na crise registrada no Amazonas no início do ano, quando o estado verificou aumento no número de mortes por Covid-19 em virtude da falta de suprimentos e medicações.

Pazuello, assim como já ocorrera no dia anterior, tem sido questionado por eventuais falhas do governo federal e do Ministério da Saúde durante o incidente em Manaus. O senador Eduardo Braga (MDB-AM) questionou Pazuello sobre a falta de oxigênio, que foi o fator apontado como decisivo para a elevação do número de mortes. O ex-ministro disse que a responsabilidade pela redução do estoque do suprimento foi do governo estadual, gerido por Wilson Lima (PSC), e pela empresa White Martins. Braga, Pazuello e outros senadores divergiram sobre as datas em que o governo federal teria tomado conhecimento do problema. O ex-ministro alegou que foi informado apenas poucos dias antes do colapso, o que foi contestado pelos parlamentares.

Pazuello disse ainda que o Executivo federal não optou por intervir no governo amazonense após uma reunião com gestores locais. A hipótese foi colocada no início do ano, mencionada como uma ação equivalente à tomada pelo então presidente Michel Temer em 2018, que interveio na segurança pública do Rio de Janeiro. Pazuello declarou que o governo local passou informações de que teria condições de gerir o problema. O secretário de Saúde do Amazonas, Marcellus Campêlo, foi convocado pela CPI e falará à comissão, em data ainda não confirmada.

O ex-ministro reafirmou que o aplicativo TrateCov, que serviria para auxiliar médicos no tratamento de pacientes com Covid-19, foi tornado público por engano. O dispositivo foi alvo de controvérsia por recomendar a cessão de cloroquina a diversos tipos de paciente, inclusive gestantes e crianças. Pazuello declarou que o TrateCov foi hackeado dos sistemas do Ministério. A fala foi ironizada por Braga, que recordou reportagem da TV Brasil, emissora do governo federal, sobre o aplicativo. O senador disse que os hackers foram tão eficientes que chegaram a adulterar uma reportagem da TV Brasil.

O depoimento de Pazuello foi iniciado na quarta-feira (19), e interrompido após o início da Ordem do Dia do Senado. A suspensão da fala foi alvo de controvérsia: o motivo apresentado inicialmente para o término dos trabalhos foi o de que Pazuello teria se sentido mal. O ex-ministro e senadores governistas, porém, disseram que o problema de saúde que ele teria sentido foi súbito e não suficiente para impedir a continuidade dos trabalhos da CPI.

De todo modo, foi feito o rearranjo da data. Com a modificação, o depoimento da secretária de Gestão de Trabalho do Ministério da Saúde, Mayra Pinheiro, que estava agendado para esta quinta, foi transferido para a próxima terça-feira (25).

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