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Polícia Civil e MPRJ fazem operação contra suspeitos de apologia ao nazismo no Rio e em mais seis estados

A Polícia Civil e o Ministério Público do estado deflagraram na manhã desta quinta-feira, 16 de dezembro de 2021, uma operação contra um grupo de extremistas que fazia apologia ao nazismo e disseminava ódio contra negros e judeus nas redes sociais. Os agentes cumprem quatro mandados de prisão e 31 de busca e apreensão no Rio, em São Paulo, em Minas Gerais, no Rio Grande do Norte, no Paraná, em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul. Até agora, duas pessoas já foram presas na operação Bergon.

De acordo com as investigações, que começaram há cerca de sete meses pela Delegacia da Criança e Adolescente Vítima (DCAV), integrantes da célula conversavam sobre a compra de armas e chegaram a planejar um ataque como o da creche de Saudades, em Santa Catarina, em maio deste ano. Na ocasião, um jovem de 18 anos matou com facões três bebês e duas professoras. Os investigadores dizem que os suspeitos pretendiam repetir os atos de Santa Catarina no Rio de Janeiro. José Raphael Tomas Zéfiro foi preso em maio, no Rio, por envolvimento com o grupo.

Com José os policiais encontraram um computador, um telefone e quatro videogames. Na análise dos aparelhos, pelo Instituto de Criminalística Carlos Éboli (ICCE), agentes da DCAV descobriram que ele mantinha contato com adultos e menores. No celular, havia indícios sobre a existência de grupos que se autodeclaram nazistas, ultranacionalistas e nacional-socialistas, associados para praticar e incitar atos discriminatórios.

O suspeito participava de grupos de WhatsApp onde os integrantes não apenas disseminavam a prática de atos discriminatórios, mas também chegaram a conversar sobre a compra de armamentos e planejar homicídios. Nos diálogos, os suspeitos também revelaram a intenção de atacar especificamente escolas.

Dos alvos da ação, 15 são do Rio, nove em São Paulo, dois no Rio Grande do Sul, dois no Paraná, um em Minas Gerais, um no Rio Grande do Norte e um em Santa Catarina. O nome da operação faz alusão à freira francesa Denise Bergon, que usou seu convento para abrigar crianças judias entre alunos católicos durante a Segunda Guerra Mundial, evitando serem capturadas pelos nazistas.

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