Fotos: Justino Guimarães o Tino

Da Redação – Chegamos ao dia da Festa de Parintins. Dia 15 de Outubro, 168 anos de elevação de Parintins à categoria de Município. Hoje sem comemorações, devido a Pandemia do Coronavírus. Afinal, melhor comemorar a vida e vida é prevenção. Os índios sempre estiveram aqui e foram os primeiros moradores de Parintins.

Parintins foi primeiro São Miguel dos Tupinambaranas, em 1669, nome batizados pelos missionários católicos e tinha como Padroeiro São Miguel. O explorador José Gonçalves da Fonseca em 1749 revelou em carta a Coroa Portuguesa, que “descobriu” uma Ilha na viagens ao rio Amazonas. E em 1796, por José Pedro Cordovil, transformou a Ilha numa fazenda de cacau, com  escravos e agregados. Chamando-a Tupinambarana.

Tupinambarana foi aceita e elevada à missão religiosa, em 1803, pelo capitão–mor do Pará, o Conde dos Arcos e direção ao frei José das Chagas, recebendo a denominação de Vila Nova da Rainha. Frei José das Chagas impulsionou a pequena missão. Em 25 de junho de 1833, pelo decreto-lei nº 28, passa à freguesia, com o nome de Freguesia de Nossa Senhora do Carmo de Tupinambarana.

O nome “Parintins” só foi adotado em 1880, quando a sede passou a categoria de cidade, em homenagem aos povos indígenas parintintins, um dos inúmeros que habitavam a região.

Em 24 de outubro de 1848, pela lei provincial do Pará nº 146, elevou a freguesia à categoria de vila, com a denominação de Vila Bela da Imperatriz, e constituiu o município até então ligado a Maués. Em 15 de outubro de 1852, pela lei nº 02, foi confirmada a criação do município. Em 14 de março de 1853, deu-se a instalação do município de Parintins. Em 24 de agosto de 1858 foi criada pela lei provincial a comarca, compreendendo os termos judiciários de Vila Bela da Imperatriz e Vila Nova da Conceição. Em 30 de outubro de 1880, pela lei provincial nº 499, a sede do município recebeu foros de município e passou a denominar-se Parintins. Em 1881 foi desmembrado do município de Parintins o território que constituiu o município de Vila Nova de Barreirinha.

A divisão administrativa de 1911, figurou o município com quatro distritos: Parintins, Paraná de Ramos, Jamundá e Xibuí. Em 1933, aparece no quadro da divisão administrativa com um distrito apenas – o de Parintins. Em 1 de dezembro de 1938, pelo decreto-lei estadual nº 176, é criado o distrito da Ilha das Cotias, passando assim o município a constituir-se de dois distritos: Parintins e Ilha das Cotias.

Em 24 de agosto de 1952, pela lei estadual nº 226, a comarca de Parintins perdeu os termos judiciários de Barreirinha e Urucará, que foram transformados em comarcas. Em 19 de dezembro de 1956, pela lei estadual nº 96, foi desmembrado do município de Parintins o distrito da Ilha das Cotias, que passou a constituir o município de Nhamundá. A partir de 10 de dezembro de 1981, pela emenda constitucional nº 12, o território de Parintins é acrescido do distrito de Mocambo.

Parintins é uma cidade marcada pelos traços culturais, políticos e econômicos herdados dos portugueses, espanhóis, italianos e também dos japoneses, tendo em vista que a cidade possuiu uma relevante colônia destes imigrantes. Não se pode esquecer a importância dos ameríndios no quesito contribuição étnica. Foram os ameríndios que iniciaram a ocupação humana na Amazônia e seus descendentes caboclos desenvolveram-se em contato íntimo com o meio ambiente, adaptando-se às peculiaridades regionais e oportunidades oferecidas pela floresta.

O município é conhecido mundialmente por sediar o Festival Folclórico de Parintins, considerado Patrimônio Cultural do Brasil pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), através dos artistas de Caprichoso e Garantido. Mas nossa ilha tem efervescência de outras manifestações culturais.

(Foto: Paulo Sicsú)

A Redação dos Sites ParintinsAmazonas e Koiote.com.br congratula todos os munícipes nascido ou não na Ilha de Tupinambarana, mas todos sem distinção. Parintins é nossa terra e você é da nossa gente. Imagens nas lentes de Tino Guimaraes e Paulo Sicsú… PARABÉNS…

 

Pesquisa: IBGE, IPHAN e Wikipédia a enciclopédia livre.

Texto: Hudson Lima e Mayara Carneiro

Fotos: Tino Guimarães e Paulo Sicsú

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