Belorizontina foi a primeira cerveja identificada com o dietilenoglicol Foto: DOUGLAS MAGNO/AFP

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) identificou a presença do contaminante dietilenoglicol em mais 11 lotes de cerveja Backer. Devido aos riscos à saúde humana, a pasta e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) anunciaram a interdição de todas as cervejas produzidas pela empresa com data de validade igual ou posterior a agosto de 2020.

Em comunicado, o Mapa afirmou ter acertado, junto ao Ministério da Justiça, a realização de procedimentos de intimação da empresa para “recall dos produtos em que já foi constatada a contaminação, bem como dos produtos que ainda não tiveram a idoneidade e segurança para o consumo comprovadas”. A medida é preventiva e vale para todo o Brasil.

Até agora, os Laboratórios Federais de Defesa Agropecuária identificaram 32 lotes de cerveja Backer contaminados com a substância dietilenoglicol, sendo que quatro — três da marca Belorizontina e um da Capixaba — têm também monoetilenoglicol. Segundo o Mapa, a Backer permanecerá fechada “até que existam condições seguras de operação”.

Também foram encontrados contaminantes em outras nove marcas da Backer — Pele Vermelha, Fargo 46, Backer Pilsen, Brown, Backer D2, Backer Pilsen, Corleone, Backer Trigo e Pele Vermelha.

A Secretaria estadual de Saúde de Minas Gerais já confirmou quatro mortes que estariam relacionadas à síndrome neufroneural, provocada pelo consumo de cerveja contaminada. Até quinta-feira (16), foram notificados 18 casos de intoxicação, dos quais quatro foram confirmados e 14 continuam sob investigação. /// Fonte: O Globo