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segunda-feira, maio 10, 2021

Mãe de Henry sofria rotina de agressões e foi enforcada por Dr. Jairinho, diz defesa

RIO — A defesa de Monique Medeiros da Costa e Silva, garantindo a inocência da professora no inquérito que apura a morte de seu filho, Henry Borel Medeiros, de 4 anos, afirma que a dinâmica do que aconteceu no apartamento 203 do bloco I do condomínio Majestic, no Cidade Jardim, na madrugada de 8 de março, “foi diametralmente oposta ao que foi colocado”. Os novos advogados contratados alegam que ela sofria uma rotina de agressões por parte do namorado, o médico e vereador Jairo Souza Santos Júnior, o Dr. Jairinho (sem partido), e até já chegou a ser enforcada por ele, no imóvel.

Thiago Minagé, Hugo Novais e Thaise Mattar Assad, justificando que, com a prisão temporária de Jairinho, a cliente deles se sentiria segura para falar a verdade, requisitaram que ela preste um novo depoimento ao delegado Henrique Damasceno, titular da 16ª DP (Barra da Tijuca). Em petição enviada ao procurador-geral de Justiça, solicitaram ainda a designação de um “promotor especial para acompanhar o inquérito”.

Foto: Brenno Carvalho / Agência O Globo

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— Tanto a babá, quanto a ex-namorada afirmaram ter medo dele (de Jairinho). Será que a única pessoa que não teve o depoimento influenciado por Jairinho foi Monique? É uma questão de raciocínio — argumentou Hugo Novais.

Na primeira versão apresentada ao delegado Henrique Damasceno, titular da 16ª DP, em 18 de março, a professora disse ter dado banho no filho, por volta de 20h do dia 7 de março, e depois o colocado na cama de casal para dormir. Monique e Jairinho teriam ficado na sala, assistindo televisão. Até 1h50, Henry teria levantado três vezes, sendo levado de volta ao quarto pela mãe. Ela relatou que foi para o quarto de hóspedes com o namorado de modo a continuar vendo uma série sem que o barulho incomodasse o filho. Logo após, Jairinho teria adormecido.

Foto: Brenno Carvalho / Agência O Globo

Por volta de 3h30, Monique disse ter levantado e chamado o vereador, que foi ao banheiro. Ao voltar ao quarto do casal, ela diz ter encontrado Henry caído no chão, com mãos e pés gelados, olhos revirados e sem responder ao seu chamado. Ela disse ter gritado por Jairinho, que foi imediatamente ao cômodo. Eles teriam se arrumado rapidamente e se dirigido para o Hospital Barra D’Or. No caminho, a professora diz ter feito uma respiração boca a boca na criança, depois de orientação do parlamentar. Ao chegar na unidade de saúde, ela contou ter gritado pedindo ajuda, tendo recebido atendimento de várias pessoas imediatamente.

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Questionada se havia lido o laudo com a causa da morte de Henry, Monique afirmou acreditar que ele possa ter acordado, ficado em pé sobre a cama, se desequilibrado ou até tropeçado no encosto da poltrona e caído no chão. O laudo de perícia concluído por profissionais do Instituto Médico Legal e do Instituto Carlos Éboli atesta que o menino morreu entre 11h30 e 3h30 e que o casal saiu de casa somente às 4h09 para leva-lo ao Barra D’Or. As lesões descritas nos exames de necropsia apontam hemorragia interna e laceração hepática, provocada por ação contundente, além de equimoses, hematomas, edemas e contusões não compatíveis com um acidente doméstico.

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