Foto: Euzivaldo Queiroz

Investigações do Ministério Público e da Polícia Civil mostram que policiais militares têm participação em diferentes tipos de crimes na invasão Monte Horebe, localizada na Zona Norte de Manaus. Entre os crimes constatados estão assassinatos, tráfico de drogas, extorsão, grilagem e até proteção de milicianos e traficantes de drogas, segundo informações repassadas pela polícia nesta quarta-feira (4).

De acordo com o diretor do Departamento de Repressão ao Crime Organizado (DRCO), delegado Sinval Barroso, as investigações da polícia feitas para identificar possíveis crimes na área de invasão descobriram uma série de crimes praticados por policiais militares.

“Existem diversos crimes apontados de coautoria. Desde extorsão, cobrar taxas indevidas de forma de propina para fingir que não tá vendo os crimes ambientais acontecendo, participação em milícias dando proteção à milicianos, traficantes de drogas, fingindo que não tá vendo a ação delituosa e também participando da compra e venda ilegal de terreno de grilagem, oriundos de grilagem”, disse.

A secretaria de segurança pública nunca informou sobre prisões de policiais militares envolvidos com o crime organizado no Monte Horebe. Apesar disto, elas ocorrem desde a operação cidade das trevas, em maio do ano passado, conforme Barroso.

“A gente também conseguiu identificar um efetivo de agentes públicos envolvidos. Até mesmo passando informações sobre as operações policiais, pessoas envolvidas na tropa especializada, na polícia militar também. Alguns deles chegaram até a serem presos. Um capitão chegou até sair agora a sentença dele de expulsão dos quadros da polícia militar”, comentou.

Segundo a polícia, a investigação está em segredo de Justiça. Pelo menos oito policiais militares continuam atuando no Monte Horebe na grilagem de terras, que é o comércio de propriedades invadidas. Em nota, a Polícia Militar afirma que apura o fato.

Durante a ação da polícia no invasão Monte Horebe esta semana, o secretário de segurança pública, coronel Louismar Bonates, afirmou que o local é dominado por facções criminosas. O MP-AM também investiga policiais que oferecem proteção a traficantes de drogas. /// Por G1 AM – Alexandre Hisayasu, do Grupo Rede Amazônica