Honda atinge 24 milhões de motos feitas em Manaus foto Alex Pazzuelo
Honda atinge 24 milhões de motos feitas em Manaus foto Alex Pazzuelo

O prefeito de Manaus, Arthur Vigílio Neto (PSDB) aproveitou o fato da empresa montadora Honda comemorar a fabricação de 24 milhões de unidades, no último fim de semana, feitas na Zona Franca de Manaus, na Capital Amazonense, para em novo artigo defender o Pólo Industrial de Manaus. Neto lamenta existir “Ainda há quem diga que aqui se faz maquiagem. E ainda existe quem julgue injustificável a concessão de incentivos para a ZFM. E ainda há quem não reconheça que ela preserva 97% da parte da floresta que cabe em solo amazonense”.

Acompanhe o raciocínio sempre esclarecedor do prefeito de Manaus e ex-senador Arthur Neto.

“A Honda, principal empresa do polo de duas rodas da Zona Franca de Manaus, já atingiu 24 milhões de unidades por ela produzidas no Amazonas. E ainda há quem diga que aqui se faz maquiagem. E ainda existe quem julgue injustificável a concessão de incentivos para a ZFM. E ainda há quem não reconheça que ela preserva 97% da parte da floresta que cabe em solo amazonense. E ainda tem quem duvide que um processo de aquecimento global esteja em curso, com previsão de a temperatura média do mundo aumentar 1% só neste 2019. E, por absurdo que pareça, ainda se vê quem não compreenda que o desmatamento criaria um sério problema econômico, político, diplomático, certamente até com contornos de tensão militar.

Sou favorável a um filtro rigoroso nos subsídios. O governo deve mesmo checar com lupa a utilidade ou a futilidade de cada um. E, portanto, evitar o risco de transformar uma boa intenção num problema desnecessário como minimizar a relevância da Zona Franca e, com isso, sofrer desgastes internacionais de peso mais que considerável.

A Zona Franca nasceu para desenvolver uma região estratégica e subdesenvolvida. Veio para diminuir esse grave problema brasileiro que é a desigualdade entre regiões, prima-irmã da desigualdade econômica e social entre pessoas. Se não for vista sob esse prisma, não será entendida por quem a esteja analisando.

Tem muita coisa em jogo, não só para o Amazonas, mas para o país inteiro, com repercussões planetárias. A Amazônia é terra Brasil, porém de interesse mundial vital. O Brasil precisa saber tirar proveito desse fato, credenciado por uma governança responsável sobre uma das áreas que mais atenuam as consequências negativas do aquecimento. Necessita apoiar as iniciativas de desenvolvimento sustentável; pavimentar definitivamente a BR-319; fazer do turismo uma prioridade efetiva; revolucionar a infraestrutura da Zona Franca, que requer investimentos em internet, telefonia celular, portos, hidrovias, treinamento de mão de obra, inovação tecnológica, introdução da biodiversidade (de notáveis possibilidades exportadoras) na produção do Polo Industrial. Transferir para o Conselho de Administração da Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa), que é integrado por todos os ministérios afetos ao tema, a prerrogativa de deliberar sobre os Processos Produtivos Básicos (PPBs), agilizando as decisões, que hoje ficam emperradas nas gavetas de Brasília.

O Brasil precisa entender que necessita de uma Amazônia em euforia econômica e não em depressão. E isso levará à compreensão da relevância do parque industrial não poluente – e fundamental para a preservação da floresta – instalado no Distrito Industrial de Manaus.
Sugiro a qualificação do debate, para chegarmos às decisões mais acertadas. O jogo aritmético, que se limite à análise da relação renúncia fiscal/custo do emprego, não se sustenta, diante de tantas variáveis tão fartamente elencadas por tantos que conhecem de fato a região, seus problemas e suas magníficas possibilidades.
Boa noite a todos”

A Honda, principal empresa do polo de duas rodas da Zona Franca de Manaus, já atingiu 24 milhões de unidades por ela…

Gepostet von Arthur Virgílio Neto am Samstag, 26. Januar 2019