FOTO - DIEGO PERES / SECOM
O governador Wilson Lima visitou, nesta terça-feira (07/04), a Central de Distribuição da Agência de Desenvolvimento Sustentável (ADS), localizada em Iranduba, para acompanhar a coleta de 86 toneladas de alimentos que serão doados a cerca de 150 instituições filantrópicas credenciadas junto à Seas, Sejusc e FPS. As entregas serão realizadas a partir desta quarta-feira (08/04) e incluem 12 itens, entre frutas e verduras.
Na ocasião, Wilson Lima explicou que o Governo do Estado tem feito a aquisição dos alimentos diretamente dos produtores como uma forma de estímulo ao setor primário durante a pandemia do novo coronavírus. A situação de calamidade pública na saúde acarretou a suspensão tanto das Feiras da ADS quanto das aulas da rede estadual de ensino, que até então adquiria a produção dos agricultores por meio do Programa de Regionalização da Merenda Escolar (Preme).
“Nessa ação aqui nós estamos atendendo a duas situações: primeiro, a manutenção de atividades econômicas do setor primário, sobretudo da agricultura familiar, porque esse daqui é um programa de regionalização da merenda que a gente mantém fazendo a compra de produtos que já forneciam para o Governo do Estado; por outro lado, o segundo ponto que é importante é garantir a segurança alimentar daquelas populações em condição de vulnerabilidade social”, afirmou o governador.
Ele destacou ainda a aquisição de peixes como matrinxã e tambaqui que também serão distribuídos às instituições. “Nós estamos nos aproximando da Semana Santa e fizemos uma compra de 70 toneladas de pescado de piscicultores aqui da região metropolitana, e esse pescado vai ser entregue para essas instituições para, consequentemente, distribuir para essas pessoas em situação de vulnerabilidade”, disse.
Ao todo, a ação irá beneficiar 51 produtores de oito associações dos municípios de Careiro Castanho, Careiro da Várzea, Iranduba, Itacoatiara, Manacapuru, Manaus e Rio Preto da Eva. O diretor presidente da ADS, Flávio Antony, frisou que a iniciativa do Governo do Estado foi possível graças à desvinculação do orçamento do Preme, aprovada pela Assembleia Legislativa.
“O que estamos fazendo aqui nada mais é do que alimentar as pessoas que estão em uma situação calamitosa. É dar alimento a quem tem fome e poder ajudar aquele que não está podendo sair para trabalhar e ganhar seu dinheiro. Em paralelo a isso, estamos na Semana Santa, e o Brasil é um país predominantemente cristão. Existe um costume enraizado de termos peixes frescos nessa semana”, completou.