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quarta-feira, junho 23, 2021

CPI da Covid: na retomada do depoimento de Pazuello, senadores vão cobrar explicações sobre vacinas e crise em Manaus

RIO — A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid retoma nesta quinta-feira o depoimento do ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello. Após a sessão ser interrompida pelo início das atividades em plenário, o general passou mal, e o presidente da comissão, senador Omar Aziz (PSD-AM), decidiu adiar para hoje os questionamentos de outros 23 senadores inscritos que ainda não tiveram oportunidade de falar.

Com a primeira etapa marcada por contradições entre as respostas de Pazuello e declarações anteriores, além de inconsistências com relatos de outras testemunhas que foram ouvidas pelo colegiado, uma série de dúvidas ainda não foram esclarecidas. Na tentativa de preservar o presidente Jair Bolsonaro sobre as ações e possíveis omissões do governo federal no combate à Covid-19, o ex-ministro apresentou uma versão diferente sobre as negociações com a farmacêutica americana Pfizer, que afirmou ter sido ignorada diversas vezes.

O processo de aquisição da Coronavac, em que Pazuello garantiu não ter sido desautorizado por Bolsonaro quando a compra foi cancelada, também é um ponto que deve ser explorado pelos senadores. Em vídeo gravado pelo próprio ex-ministro, ao lado do presidente, ele justificou: “um manda, outro obedece”. Além disso, uma série de dados conflitantes informados pelo general sobre a falta de oxigênio em Manaus, maior crise de sua gestão, também deixaram o assunto inacabado.

Apesar de o ex-ministro da Saúde, Eduardo Pazuello ser acusado de mentir durante o depoimento na CPI da Covid,  a avaliação no entorno do militar é que ele se saiu bem no primeiro dia de depoimento e  deve repetir a estratégia nesta quinta-feira.  Pessoas próximas consideram que a postura do general de responder a  quase todas as perguntas dos senadores, mesmo tendo um habeas corpus favorável para ficar em silêncio o favoreceu.

O advogado da União, Diogo Palau, usou o instrumento em favor de Pazuello quando o ex-ministro foi chamado de “mentiroso” pela senadora Eliziane Gama (Cidadania-MA), que o questionou se ele havia aceitado ou não um avião dos Estados Unidos para transportar oxigêncio a Manauas (AM). O advogado orientou o general a ficar em silêncio.

 

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