A demora na nomeação do novo superintendente da Suframa tem um motivo: a velha forma de fazer política. A afirmação é do vereador Chico Preto (PMN), que numa transmissão ao vivo pelo Facebook no último sábado (9), revelou, sem citar nomes, que parlamentares amazonenses têm pressionado o governo federal a fim de terem o poder de indicar a pessoa que ocupará o cargo. A “chantagem”, segundo Chico Preto, ganhou força após as vitórias de Rodrigo Maia (DEM-RJ) e Davi Alcolumbre (DEM-AP) para as presidências da Câmara e Senado, respectivamente.
Chico Preto ressaltou que o coronel da reserva do Exército Alfredo Menezes, nome desejado pelo presidente Jair Bolsonaro (PSL), reúne a capacidade técnica para gerir a autarquia e tem trânsito em Brasília, uma vez que é amigo pessoal do vice-presidente Hamilton Mourão (PRTB) e afilhado de casamento de Bolsonaro.
“O coronel Menezes é um homem de currículo impecável além de ter prestígio junto ao Governo Federal, mas, nesse último mês de janeiro, a velha política, a turma que quer colocar a Suframa em maus caminhos, começou a criar obstáculos para que a nomeação dele não fosse levada à cabo. É a turma que perdeu a eleição do ano passado, mas continua lá, e gente que se elegeu em 2018, com a proposta do novo, e que já está com a conversa de que tem que colocar o dedo na Suframa”, afirmou.
“Isso nos foi tirado nos governos passados, aumentando assim a burocracia. No caso da TSA, eles deslocaram esse dinheiro para Brasília e nos devolvem migalhas, dinheiro que só cobre a folha de pagamento dos servidores da Suframa”, explicou.
“A Suframa só voltará a ser forte se não tiver as digitais da velha política. A Sufruma é do Brasil e não do partido a ou b, muito menos do político a, b ou c”, concluiu.