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segunda-feira, maio 10, 2021

Brasil já tem 1,4 milhão de casos de síndrome pós-Covid, como perda de olfato, depressão e raciocínio lento

RIO — Médicos e cientistas alertam que a síndrome pós-Covid já atinge 1,4 milhão de pessoas no Brasil e se alastra como uma onda na vala aberta pela pandemia em um de seus piores momentos. Assim como apontaram a iminência da falta de oxigênio, UTIs e medicamentos nos hospitais do país, eles agora chamam a atenção para o risco de faltarem ambulatórios e profissionais para atender a tanta gente com sequelas da doença.

A síndrome pós-Covid denomina, sobretudo, a manifestação de sintomas por mais de três meses após a fase aguda da Covid-19. Entre os problemas estão infarto, arritmia, depressão, perda de memória, falta de ar, dificuldade de raciocínio, fadiga e dores intensas, diarreia crônica, perda de cabelo e distúrbios de pele. Ela pode se prolongar por meses. Nos casos mais brandos, afeta a qualidade de vida, nos mais severos pode incapacitar e matar.

— É uma crise dentro da crise sanitária. E uma sobrecarga para um sistema de saúde já colapsado — afirma Carlos Alberto Barros Franco, um dos primeiros médicos a tratar de Covid-19 no Brasil e um dos pneumologistas mais respeitados do país.

E ainda:  Cenário é de ‘escassez de vacinas’ contra Covid nos próximos dois meses, apontam secretários de saúde

Franco aponta também que a estimativa da OMS é  de que uma em cada dez pessoas que contrai Covid-19 desenvolve a chamada síndrome pós-Covid, caracterizada pela persistência de sintomas após 12 semanas. Um número ainda maior de pessoas, 25% dos pacientes de Covid-19, apresenta sintomas por até quatro a cinco semanas após testar positivo, no que tem sido chamado de Covid longa.

Entenda os sintomas Pacientes relatam dificuldade de raciocínio, perda de olfato e depressão

Em números de ontem, isso equivale a 1,4 milhão de casos (14.172.139 casos totais) de síndrome pós-Covid e a 3,5 milhões de Covid longa no Brasil.

A permanência de alguns sintomas e o surgimento de outros em pacientes de Covid-19 têm sido observados desde meados de 2020. Porém, este ano o problema tomou tal magnitude que recebeu classificação própria pela OMS.

ACESSE AQUI O GLOBO

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