Além do mandato encerrado ontem, de 2015 a 2018, Waldez já esteve à frente do governo 2003 a 2006 e de 2007 a 2010.
Posse do governador do Estado do Amapá, Waldez Góes.

O governador reeleito do Amapá, Waldez Góes (PDT), foi o primeiro entre os eleitos a tomar posse do cargo, nas primeiras horas de  terça-feira (1º). Na cerimônia, iniciada por volta de 0h30 no horário local (01h30 de Brasília) na sede do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), em Macapá, Góes destacou a crise financeira do Estado vivida nos últimos anos e prometeu melhorar a eficiência da gestão fiscal.

No discurso de abertura do mandato  o quarto em sua história política Góes disse que ao assumir o comando do Estado em 2015 encontrou uma situação de desequilíbrio fiscal devido à gestão anterior. O pedetista disse que as medidas de ajuste aplicadas no período de 2016 a 2018 apresentaram “resultados positivos” e que, a partir deste ano, será iniciada uma “nova etapa” do controle dos gastos públicos.

“Ao longo do último quadriênio, não houve um dia sequer em que a batalha para a manutenção do equilíbrio financeiro e orçamentário do Estado não nos ocupasse”, disse Góes. “Essa tarefa complexa se mantém impositiva se quisermos garantir a consolidação de uma travessia equilibrada rumo a um futuro melhor”. Segundo Góes, o Amapá deve entrar em uma nova fase de desenvolvimento econômico nos próximos anos, com a aplicação de medidas para o aumento da agilidade na criação de novos negócios, a consolidação de cadeias produtivas e a melhora do setor industrial.

“Estamos entrando em um novo ciclo de crescimento. Podem acreditar.” Góes recebeu a faixa das mãos do presidente da Assembleia Legislativa do Estado, deputado Kaká Barbosa (PR). Antes disso, prestou juramento e assinou o termo de posse. Na mesma cerimônia, também foi empossado o vice-governador Jaime Nunes (PROS).

Figura política tradicional do Amapá, Góes irá comandar o Amapá pela quarta vez. Ele foi eleito governador do Estado em 2002 e reeleito em 2006, deixando o cargo em abril de 2010, para concorrer ao Senado — posto que não conquistou. Em setembro daquele ano, foi preso pela Polícia Federal, durante a Operação Mãos Limpas, suspeito de participação em em uma organização criminosa que desviava recursos públicos. A última ação penal contra o pedetista foi rejeitada em novembro de 2017 pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ). Em 2014, Góes voltou ao Palácio do Setentrião. Em outubro de 2018, foi reeleito ao governo após receber 191.741 votos, equivalentes a 52,35% dos votos válidos. Seu adversário João Capiberibe (PSB), recebeu 174.540 votos, 47,65% dos votos válidos.

fonte: www.valor.com.br