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quarta-feira, junho 23, 2021

Abrigo Animal: Criptomoeda brasileira com apelo social arrecadará doações 

No Brasil, o admirável mundo novo das finanças descentralizadas acaba de ganhar um novo player: a Reau, criada a menos de dois meses, é uma criptomoeda com um forte apelo social e uma aplicabilidade bem definida: o mercado de bens e serviços dos animais de estimação. A Vira-lata Finance, stakeholder do projeto, irá realizar uma live às 20 h desta quinta-feira (27) para auxiliar um abrigo que cuida de centenas de animais em Manaus.

A instituição beneficiada é administrada pela ativista da causa animal, Tânia Musa, que há mais de 15 anos atua no resgate de cães e gatos abandonados em Manaus. Ao longo do tempo, o aumento do número de animais nesta condição fez com quem ela acabasse se endividando bastante.

Hoje, Tânia tem cerca de 250 cães em seu abrigo, 31 em sua casa, mais quatro gatos, além de outros 30 felinos em lares temporários. “O que me move é o amor”, diz ela, que diz ter dificuldades em pagar suas contas e que pensa até mesmo em fechar o abrigo. “Estou cansada, meu telefone não para de tocar, recebo a todo momento pedidos para resgatar animais”, admitiu.

Por indicação de investidores residentes em Manaus, a Vira-Lata Finance escolheu a protetora como beneficiária da próxima “Hora da ração”, ação que une os holders (investidores) para realizarem doações e fortalecerem a cadeia de aplicação da moeda, que em longo prazo tem o poder de valorizar o criptoativo. A transmissão ocorre nessa quinta-feira às 20h (horário de Manaus), na plataforma da Vira-Lata Finance, https://www.instagram.com/viralatafinance/.

Estratégia

Com mais de 60 mil investidores, a Vira-lata Finance já arrecadou cerca de R$ 110 mil reais para mais de 20 instituições da causa animal no país por meio da “Hora da Ração” e de um Fundo de Caridade criado a partir de uma porcentagem mínima das transações realizadas em reau.

A estratégia é simples: o apelo e o impacto social da iniciativa despertam a atenção dos holders, que passam a utilizar a moeda em suas transações dentro da plataforma. Como o uso de uma moeda é o que determina o seu valor, o criptoativo passa a se valorizar, podendo atrair parceiros dentro da cadeia de alcance daquela moeda, no caso, o mercado dos pets.

De acordo com o coordenador do Setor Social da Viralata Finance, João Cascaes, o projeto é um “divisor de águas”. “É o primeiro projeto de criptomoeda brasileira a empregar esse tipo de finança descentralizada”, diz ele, destacando o apelo principal da moeda. “A ideia é fazer com que a pessoa, ao comprar com o reau, esteja ajudando a causa animal. Isso irá aumentar a aplicabilidade da moeda e estabilizá-la num patamar bem menos volátil”, diz ele, alertando que, hoje, o investimento em criptomoedas ainda é considerado de risco.

Especialista em criptomoedas, o economista, consultor financeiro e holder da Vira-lata Finance, Rodrigo Pereira, explica que o que torna a nova moeda aplicável é o ecossistema de parceiros. “A plataforma vai unir os usuários e parceiros do projeto e, de toda transação que for feita naquele local com a nossa moeda, uma parte será automaticamente trazida para o fundo de doação. O ecossistema de parceiros vai tornar o negócio aplicável”, explica.

“Se você é um criador, e sabe que tal petshop aceita o Reau, e que ao fazer compras por meio dessa moeda você automaticamente estará doando para uma instituição de proteção aos animais, você escolhe esse petshop para comprar, e não outro. E assim, a moeda vai sendo mais aplicada e se valorizando mais”, acrescenta Rodrigo.

O economista e funcionário público Emerson Queiroz também tem um olhar atento ao desenvolvimento das criptomoedas. Ele possui em sua carteira de investimentos diversos tipos de criptoativos: Bitcoin, Ethereum, ADA e até mesmo a Dogecoin, moeda-meme que deixou de ser “piada” quando impulsionada por ninguém menos do que Elon Musk, um dos papas tecnológicos da atualidade.

Interessado no surgimento da Reau, em especial pela elaboração de um projeto com “pegada” solidária voltada para o bem estar animal, ele resolveu investir no criptoativo. “De modo geral, o que me faz optar por uma moeda são os projetos associados a ela. O reau, por exemplo, tem projetos audaciosos em relação a sua usabilidade”, diz ele, fazendo referência ao Reau Pay, ferramenta de pagamento que a Viralata Finance deve lançar até o meio do ano.

“A partir disso, uma rede de comerciantes poderá passar a aceitar o reau como meio de pagamento, tais como clínicas veterinárias, petshop e toda cadeia de produtos e serviços poderão adotar a mesma prática”, prevê Emerson.

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